Depois daquela manhã de 1983, Mary começou uma longa amizade com Patrick e dessa amizade nasceu um sentimento muito mais forte que eles poderiam imaginar, o amor.
Capitulo 4 - O Reencontro
Todos os dias ao acordar Mary já se arrumava pensando no momento em que encontraria Patrick de novo, e por mais que gostasse muito da sua amiga Ruth, ela realmente queria que ela faltasse mais vezes e que fosse substituída pelo seu lindo irmão mais novo.
O papo de Ruth e Mary tinha se transformado em um longo questionário sobre o irmão de Ruth, desde o que ele gostava de comer até o que ele comeu no jantar, Ruth já tinha se acostumado a responder sobre Patrick na escola e sobre Mary em casa, era tudo muito novo ainda e isso tornava tudo mais interessante.
- Ruth, pare de me ignorar e me responde logo, o que ele falou de mim? Perguntava Mary com ar de desespero
- Nada! Ou melhor, nem me lembro mais direito. Respondia Ruth com desdém.
- Você é uma pessoa muito má, não acredito que naõ se lembra mais do que ele disse. Mary insistia.
- Eu já falei que ele também gostou de você, você precisa ficar calma. Reclama Ruth
- Mas como? Como posso ficar calma, eu falei um monte de besteiras antes de ver que era ele que estava aqui na sala e agora você não quer me dizer o que ele pensou ou falou sobre mim. Fala Mary quase que gritando, sua voz estava tremula e Ruth percebeu finalmente que ela realmente estava interessada em seu irmão, podia arriscar em dizer que ela já estava apaixonada.
- Tudo bem Mary. Disse Ruth com um pouco mais de calma e paciência pois já tinha passado por momentos assim antes de casar e sabia exatamente o que ela estava sentindo. - Ele não falou muitas coisas, só disse que te conheceu e que você era linda e que gostou muito de conversar com você.
- Ai meu Deus, eu não acredito nisso!!!! Gritou Mary e logo pensou, Patrick gostou de mim mesmo, não me achou uma louca maniaca. - Obrigada Ruth, muito muito muito obrigada. Disse, e em seguida agarrou sua amiga e deu 3 beijos estalados no rosto dela e, como de costume, soltou uma piada rápida. - Já vou cunhadinha, até amanhã. Se despediu enquanto pegava suas coisas e ia embora com o sorriso do gato de Alice no País das Maravilhas.
- Mary!!! Gritou Ruth. Amanhã ele estará mais uma vez aqui em meu lugar, espero que você não encha ele de perguntas como fez comigo. Disse Ruth com um sorriso nos olhos. - Amanhã vou resolver mais algumas coisas que deixei pendente, não seja uma maniaca que tudo vai dar certo. Concluiu ela com uma piscadinha e um sorriso meio de lado que ela só dava quando ia aprontar alguma coisa.
Mary voltou para casa feliz e ansiosa para o dia seguinte, ao chegar em casa entrou e seu pai estava sentado na varanda lendo um livro, com os óculos apoiados no nariz, ele sempre fazia isso e ela o amava, ele tinha uma pele branca como a neve e olhos tão azuis quanto o mar, ela correu até ele e lhe deu um abraço forte, ele não entendeu o motivo de tanta felicidade mas se alegrou ao ver sua filha tão feliz, Mary correu para o quarto, pegou um caderno que ela carinhosamente chamava de "cadiário" e deitou na cama de bruços, escreveu em seu "cadiário" sobre seu dia, Mary tinha problemas com linhas, ela simplesmente as ignorava e escrevia por todo o caderno, além de fazer desenhos e mais desenhos desajeitados mas que tornava tudo muito mais pessoal, mas se recusava a escrever sobre as linhas.
- Bom dia! Ruth faltou hoje, eu vim no lugar dela, de novo. Disse Patrick assim que Mary chegou na escolinha.
- Ah, obrigada!! Disse ela como se não já soubesse que ele viria. - Mas, o que aconteceu com ela, você sabe porque ela não veio?
- Ela não estava se sentindo muito bem. Ah, e ela me falou que tem alguns dos relatórios que eu vou precisar fazer e não tenho a mínima ideia de como começar, Ruth tem mania de me colocar em casa situação. Disse com aquele sorriso perfeito.
- Tudo bem. Ela já sabia que Ruth tinha feito isso de propósito, pois ninguém mais na escolinha teria como ajuda-lo, apenas ela. - Eu posso te ajudar se você quiser. Disse com ar de quem nem liga se ele vai querer ou não ajuda, mas no fundo ela roía as unhas compulsivamente quase que entrando na mente dele e fazendo ele aceitar a "ajuda sem segundas intenções"
- Nossa, perfeito, quero dizer, muito obrigado, eu vou mesmo querer a sua ajuda. Patrick tentava não demonstrar sua felicidade, mas ele não sabia esconder muito bem.
O dia foi totalmente dedicado a ajudar Patrick nos relatórios, eles conversavam e riam como dois adolescentes, ela tinha 24 anos e ele 28, eles pareciam felizes e desse dia em diante nasceu uma amizade e em seguida eles estavam namorando. Romantismo era o segundo nome de Patrick, ele era um rapaz muito romântico e fazia Mary se sentir muito amada, além de muito bonito ele sabia como falar e conseguiu conquistar não só o coração de Mary, mas também toda a sua família, inclusive do seu pai ciumento e super protetor.
Patrick era alto, um pouco forte, não gordo, um só abraço dele fazia com que a pequena Mary se sentisse protegida e nada no mundo poderia estragar aqueles momentos. Como tudo começou numa forte amizade eles se entendiam com gestos e olhares, bastava Mary dar aquela olhada que ele já sabia o que ela queria dizer.
A vida de Mary estava cada dia melhor, da janela do quarto ela pensava que sua vida estava completa e que eles poderiam realmente dar certo. Ela só não tinha idéia do que estava por vir...
Continua...
Autora Denize D. C. Carvalho
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