Pela primeira vez, depois de 4 meses de namoro e cumplicidade, Mary não estava feliz...
Numa quinta feira fria e chuvosa Mary recebeu uma notícia que deixou seu coração em pedaços, Patrick precisava partir.
-Trabalho estúpido, muito estúpido. Gritava Mary aos prantos.
- Eu sinto muito mas preciso ir, nós vamos conseguir continuar juntos e logo eu volto para buscar você. Sussurrava Patrick com um misto de piedade e tristeza em sua voz.
Patrick trabalhava para uma empresa de Telégrafos e havia recebido uma promoção que poderia mudar a sua vida, mas isso o levaria para uma cidade muito longe e os finais de semana não seriam mais como antes, ele só poderia voltar a cada 15 dias e não teria como se comunicar muito com Mary, 1983 sem telefones, sem internet, sem e-mails e toda essa tecnologia que nos abraça todos os dias, apenas cartas e a esperança de recebe-las.
Depois de alguns choros e alguns planos Mary estava convencida de que tudo daria certo, ela queria muito ter sua vida, sua família e também já tinha viajado muito, inclusive a trabalho, ela era uma mulher compreensiva e inteligente e sabia que isso seria bom para eles no futuro, só não sabia lidar muito bem com aquela dor, a dor de perder alguém para a distância.
Todos os planos foram feitos e 15 dias depois ele partiu e levou junto com ele o coração despedaçado de Mary. Desde então ela saia pouco e não conseguia se distrair, acabou se afundando nos trabalhos do curso e da escola onde ela trabalhava com Ruth, sempre voltava pra casa correndo para ver se havia chegado alguma carta do seu querido Patrick, nesse meio tempo acabou conhecendo muitos carteiros por causa de Patrick e também por causa das cartas dele, ela era uma pessoa muito sorridente e cativante, todos a amavam.
Mary era uma mulher ansiosa e cada segundo era uma eternidade longe do seu amor, ela sempre estava rodeada de pessoas que gostavam muito dela mas não conseguia disfarçar a falta que apenas um lhe fazia.
A cada 10 dias chegava uma carta mais linda do que a outra e no Décimo Quinto dia ela já esperava ansiosa por Patrick na Rodoviário perto de sua casa, com um lencinho branco que ele tinha deixado para ela com o perfume dele, para que toda vez que ela sentisse o cheiro lembrasse dele e todas as vezes ela o levava junto para acenar, em cada chegada e partida do seu amor.
Apesar da distância tudo parecia estar correndo bem, até que um dia Patrick avisou que precisaria começar a ficar mais tempo sem vir visita-la e ela começou a duvidar do seu amor e de que um dia ele voltaria para busca-la...
Continua...
A vida de Alice - Capitulo 5 Solidão
Numa quinta feira fria e chuvosa Mary recebeu uma notícia que deixou seu coração em pedaços, Patrick precisava partir.
-Trabalho estúpido, muito estúpido. Gritava Mary aos prantos.
- Eu sinto muito mas preciso ir, nós vamos conseguir continuar juntos e logo eu volto para buscar você. Sussurrava Patrick com um misto de piedade e tristeza em sua voz.
Patrick trabalhava para uma empresa de Telégrafos e havia recebido uma promoção que poderia mudar a sua vida, mas isso o levaria para uma cidade muito longe e os finais de semana não seriam mais como antes, ele só poderia voltar a cada 15 dias e não teria como se comunicar muito com Mary, 1983 sem telefones, sem internet, sem e-mails e toda essa tecnologia que nos abraça todos os dias, apenas cartas e a esperança de recebe-las.
Depois de alguns choros e alguns planos Mary estava convencida de que tudo daria certo, ela queria muito ter sua vida, sua família e também já tinha viajado muito, inclusive a trabalho, ela era uma mulher compreensiva e inteligente e sabia que isso seria bom para eles no futuro, só não sabia lidar muito bem com aquela dor, a dor de perder alguém para a distância.
Todos os planos foram feitos e 15 dias depois ele partiu e levou junto com ele o coração despedaçado de Mary. Desde então ela saia pouco e não conseguia se distrair, acabou se afundando nos trabalhos do curso e da escola onde ela trabalhava com Ruth, sempre voltava pra casa correndo para ver se havia chegado alguma carta do seu querido Patrick, nesse meio tempo acabou conhecendo muitos carteiros por causa de Patrick e também por causa das cartas dele, ela era uma pessoa muito sorridente e cativante, todos a amavam.
Mary era uma mulher ansiosa e cada segundo era uma eternidade longe do seu amor, ela sempre estava rodeada de pessoas que gostavam muito dela mas não conseguia disfarçar a falta que apenas um lhe fazia.
A cada 10 dias chegava uma carta mais linda do que a outra e no Décimo Quinto dia ela já esperava ansiosa por Patrick na Rodoviário perto de sua casa, com um lencinho branco que ele tinha deixado para ela com o perfume dele, para que toda vez que ela sentisse o cheiro lembrasse dele e todas as vezes ela o levava junto para acenar, em cada chegada e partida do seu amor.
Apesar da distância tudo parecia estar correndo bem, até que um dia Patrick avisou que precisaria começar a ficar mais tempo sem vir visita-la e ela começou a duvidar do seu amor e de que um dia ele voltaria para busca-la...
Autora Denize D. C. Carvalho
Todos os direitos Reservados.
A cópia e reprodução não-autorizada deste texto está expressamente proibida.
A cópia e reprodução não-autorizada deste texto está expressamente proibida.
Plágio é CRIME!
Assinar:
Postar comentários
(Atom)

0 comentários:
Postar um comentário